Falázio · Belo Horizonte
Uma escola construída
em torno do contraditório
Desde o primeiro encontro, os participantes falam, ouvem e respondem. Não há aula expositiva longa antes de entrar em campo.
← Página inicialComo o Falázio surgiu
O Falázio começou como um projeto informal de prática de debates entre estudantes de direito e ciências sociais em Belo Horizonte. Com o tempo, ficou claro que o formato das rodadas curtas funcionava bem não apenas para quem vinha de uma tradição acadêmica, mas também para profissionais que precisavam organizar melhor sua fala em reuniões e apresentações.
Em 2019, o grupo passou a operar como escola, com programas estruturados, turmas regulares e uma proposta pedagógica coerente. A sede no Centro de Belo Horizonte foi escolhida pela acessibilidade — fácil de chegar de qualquer ponto da cidade e próxima ao transporte público.
O nome vem do conceito lógico de falácia — o erro de raciocínio que bons debatedores aprendem a identificar e evitar. A grafia em português mantém a sonoridade familiar enquanto sugere o foco da escola.
O que orienta nosso trabalho
Acreditamos que argumentar bem é uma habilidade que se constrói na prática, não na teoria isolada. Por isso, cada encontro reserva a maior parte do tempo para os participantes falarem, não para o instrutor demonstrar.
Ao mesmo tempo, valorizar a fala sem cuidar da escuta produz debatedores que repetem os próprios pontos sem responder ao que o outro disse. Por isso, a escuta estruturada é parte do método desde o começo.
Não trabalhamos com promessas de transformação rápida. Desenvolvemos habilidades de comunicação e raciocínio que precisam de tempo e repetição para se consolidar.
Quem facilita os programas
Lucas Menezes
Coordenador Pedagógico
Formado em Filosofia pela UFMG, dedicou os últimos dez anos ao estudo e ensino de lógica argumentativa. Criou o método de molduras de fala usado nos cursos de entrada.
Renata Alves
Facilitadora Sênior
Mestre em Comunicação pela PUC Minas. Conduz o programa corporativo e o Intensivo de Análise de Argumentos, com foco em como a linguagem afeta decisões em grupo.
Daniel Freitas
Facilitador e Analista de Casos
Especialista em retórica clássica e debate parlamentar. Responsável pela organização e anotação do livro de casos do Intensivo, além de facilitar as Primeiras Rodadas.
Como mantemos a qualidade dos programas
Turmas com limite definido
Os cursos abertos não ultrapassam dez participantes. Isso garante que cada pessoa tenha tempo de fala real em cada encontro, não apenas como observadora.
Gravação e análise de rodadas
Cada rodada é gravada em áudio. Os participantes recebem as gravações das próprias falas para revisão e usam a lista de autoanálise como guia.
Material físico estruturado
Cada programa inclui material impresso desenvolvido especificamente para o formato. Não são apostilas genéricas: o conteúdo reflete a progressão real do curso.
Retorno durante o encontro
O retorno acontece dentro do próprio encontro, não dias depois. Cada participante recebe observações específicas sobre o que disse — não avaliações genéricas.
Privacidade das gravações
As gravações de cada participante são de uso exclusivo daquele participante. Não são usadas em materiais de divulgação nem compartilhadas com outros sem consentimento.
Revisão periódica dos programas
O conteúdo de cada programa é revisado a cada novo ciclo de turmas. Ajustes vêm principalmente das observações dos próprios participantes e da análise das gravações.
O que defendemos como escola
Acreditamos que o debate estruturado é uma das formas mais diretas de desenvolver pensamento crítico — não como exercício abstrato, mas como habilidade que aparece quando alguém precisa responder a um argumento real em tempo real.
Nosso trabalho se concentra em três áreas: a organização da fala, a qualidade da escuta e a identificação de raciocínio fraco. As três são interdependentes. Falar bem sem ouvir com atenção produz discursos que não respondem ao que foi dito. Identificar erros no argumento alheio sem reconhecê-los no próprio é uma habilidade pela metade.
Não trabalhamos com competição como motivador central. As rodadas existem para praticar, não para vencer. Quando alguém concede um ponto durante uma sessão, isso é tratado como competência, não como fraqueza.
A sede em Belo Horizonte reflete nossa ligação com a cidade e com o ambiente universitário e profissional mineiro. A maioria dos participantes está no mercado de trabalho ou em formação acadêmica — e os programas são desenhados para essas realidades.
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